domingo, 7 de julho de 2013

Desabafo?

Mayara Abreu Mendes

Eu não deveria estar fazendo isso. Bom, na verdade eu deveria, mas não a essa hora. Isso que eu digo é escrever este texto. É meu dia de postar e estou aproveitando essa madrugada de insônia para criar algo bem doido nessa minha cabeça e contar para vocês. Talvez fique um lixo, talvez não. Isso vocês é que vão me dizer no final de tudo (por favor, façam algum comentário, obrigada).

Existem alguns momentos em nossas vidas que, se não fosse a música, a gente nada seria. Parece que estou vivendo um desses momentos agora. Ontem mesmo não conseguia dormir na viagem São Paulo – Bauru. Normalmente são nessas viagens que eu coloco um pouco do meu sono em dia, mas ontem eu simplesmente parecia não conseguir. Então decidi que ia ligar o meu iPod e ouvir alguma coisa calma. Tentei Coldplay. Falhou miseravelmente. Sério. Não consegui ouvir uma música sequer. Daí mudei de artista e me veio Jack Johnson. Foi quase como uma canção de ninar para uma criança. Dormi feito um anjo (confesso que até babei, mas isso não vem ao caso).

Num outro momento da minha vida (um mais deprimente: a famosa fossa), a música também foi a minha salvação. Eu ouvi Aqualung (uma banda muito boa, por sinal. Prometo uma indicação em um post futuro) como se não houvesse amanhã. Confesso não ter a discografia completa deles, mas o pouco que tenho me fez ser uma pessoa bem menos depressiva e comedora de chocolates para aliviar a tensão.

Para não ficar só numa onda de tristeza e melancolia, posso citar um terceiro momento: quando meu namorado quis fazer com que eu mudasse minha ideia com relação a Arctic Monkeys. Sim, eu detestava, abominava, não conseguia nem ouvir. Até hoje não tenho uma explicação plausível para isso (talvez fosse birrinha de fã de The Kooks meio que inconscientemente). O que aconteceu foi que ele começou me mostrando coisas que combinam com o meu gosto musical (nada muito cheio de sons pesados, como você já deve ter percebido) e eu fui começando a aceitar que não, os macacos do Ártico não eram um monstro feio como eu tinha na minha cabeça.

Ok, um quarto (e último) momento musical: Clarice Falcão. Vi essa menina uma vez no Jô Soares e achei que ela era sensacional como pessoa. Depois achei que ela era incrivelmente maneira (sim, maneira) e engraçada como atriz. Por último, descobri músicas. E fui descobrindo mais músicas. E saí gostando de tudo. É bem louco como uma pessoa consegue fazer uma música com melodia fofa ter uma letra tão maluca. Só digo que me encantou.

O que eu quis dizer com tudo isso? Ainda não sei, não li esse texto. Só saí colocando várias ideias num documento do Word. O que eu quis dizer com tudo isso? Bom, acho que quis falar um pouco do quanto é bom ter a música a seu lado em alguns momentos da vida. E também o quanto é legal descobrir coisas novas e mudar de opiniões com relação a seus próprios gostos (talvez meio antigos, meio clichezados [neologismo?], um pouco inconscientes, mais ou menos preconceituosos [termo pesado, mas talvez caiba aqui]). Enfim. O que quero que você que está lendo isto até agora pense é no quanto a música é importante para a gente e o quanto ela transforma nosso modo de viver.

É isso. Desafie-se musicalmente. Ou ouça algo velho e bom para ser feliz (que é o que farei agora, às 04:23 da manhã).

Um comentário:

  1. Nada é melhor do que estar puto, possuído por toda a cólera de sua alma, com seu âmago traduzido em ódio e ouvir as coisas mais brutas do slipknot.

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