domingo, 23 de junho de 2013

Sanfona, zabumba, triângulo e muito mais

Carolina Rodrigues
Mayara Abreu Mendes

(Divulgação)
São muitos os estilos musicais e vários deles nunca nem ouvimos falar. Dentre os que estamos habituadas, gostamos da maioria. Talvez por isso a escolha do nosso tema de Especial tenha sido um dos mais difíceis de ser feito. Pensamos em rap, mas eu, Carol, gosto do estilo. Pensamos em sertanejo, mas eu, Maya, tenho no ritmo um guilty pleasure. Já não sabíamos mais sobre o que escrever quando, numa discussão em sala de aula, surgiu a ideia do forró. Ficamos curiosas e resolvemos aceitar o desafio. Aliás, em tempos de Festa Junina, é impossível não pensar no forró, não é mesmo? Talvez seja justamente pela tão conhecida festa de São João que temos contato com esse estilo musical que anima as concentrações em volta das fogueiras por todo o país.

Não pensamos em contar a história, as vertentes, os precursores e os atuais representantes do forró. São tantas informações que poderíamos fazer um especial no blog só sobre o estilo. Pensamos em pegar várias canções, do forró pé-de-serra ao baião, passando por xotes, xaxados e muito arrasta-pé. Vamos trazer exemplos do típico forró nordestino e até do forró universitário. Nossa ideia é opinar sobre cada canção, desde o ritmo até a letra. Falar sobre nossas emoções (boas e ruins) ao escutar as músicas. Para isso, selecionamos algumas músicas através de sugestões de amigos e de buscas na internet e, a partir daí, cada uma de nós vai dar sua impressão pessoal sobre o que estamos ouvindo (lembrando que não somos especialistas no assunto e estamos vivendo um desafio de falar sobre algo que não conhecemos muito bem). Mas já adiantamos: vamos fazer com que vocês saiam dançando ao final do post. Preparem-se!

Xote da Alegria - Falamansa

Xote Da Alegria by Falamansa on Grooveshark

Carol: (Escutei muito Falamansa quando era criança/adolescente e a nostalgia bateu. Eu tinha até o CD deles! haha) Não tem como negar: forró é contagiante. A batida de fundo, sempre regada a sanfona e triângulo, dá vontade de sair dançando! E com Falamansa não seria diferente. Em “Xote da Alegria”, a letra combina perfeitamente com o ritmo alegre e dançante.

Maya: (Antes de mais nada, confesso que fui ao show do Falamansa em Bauru ano passado, só pelo saudosismo) Os primeiros acordes me trouxeram uma sensação de flashback muito grande. Lembro de “dançar” muito quando era mais nova (lembrando que não sei dançar). A letra passa uma lição de moral: seja feliz do seu modo e não ligue para o que os outros pensam. A parte instrumental é excelente. O triângulo dá um toque suave ao som da sanfona e a mistura é super cadente.


Eu Só Quero Um Xodó - Dominguinhos

Eu so quero um xodo by Dominguinhos on Grooveshark

Carol: A música é uma mistura de calmaria e tempestade. O ritmo um pouco mais lento, a letra que diz sobre alguém solitário procurando um amor, mistura-se com a sanfona do fundo e a empolgação de Dominguinhos ao cantar. É o tipo de música que sempre dá pra escutar, sabe? Seja no carro indo pro trabalho, seja no baile pra dançar um bom forró!

Maya: Diferentemente do forró universitário do Falamansa, que é mais agitado, Dominguinhos é muito mais arrasta-pé, pra dançar coladinho. Mais uma vez a mistura triângulo-sanfona é bem casada, completando a voz calma de Dominguinhos. Além disso, a letra contém termos típicos nordestinos, como “bem” e “xodó”.


Asa Branca - Luiz Gonzaga

Asa branca by Luiz Gonzaga on Grooveshark

Carol: Acho que podemos considerar essa música um clássico do forró. Não só pelo ritmo e pela harmoniosa construção sonora típica do estilo, mas pela letra, que traz um dos maiores problemas se não o maior do sertão: a seca. As rimas, simples, mas tocantes: "São João, judiação, plantação, alazão, coração, sertão, solidão". Diz muito sobre o povo nordestino e, acredito eu, que seja isso o que me emociona. Já diria um grande amigo meu: “Essa é uma das músicas mais bonitas que eu conheço”. E não é que eu concordo?!

Maya: Sabe a raiz do forró? Então, para mim, essa música representa isso. A voz do Gonzagão é incrivelmente boa e agradável. Mesmo falando sobre um tema pesado como a seca, que é um problema recorrente do Nordeste, a música traz todas as características do forró marcado, o baião mesmo. Uma letra fácil, com uma sanfona que se sobressai, resultando num som muito agradável e que, como a Carol já disse, representa e muito o povo nordestino.


Sebastiana - Jackson do Pandeiro

Sebastiana by Jackson do Pandeiro on Grooveshark

Carol: Ao escutar a música, tive a impressão de ser uma mistura do forró com outros estilos, o xaxado talvez (que é citado na letra). É um ritmo mais acelerado, Jackson canta bem rápido. E a linguagem é bem típica do nordeste: cumadre, guariba, Sebastiana. Mas acho que é um estilo mais difícil de se acostumar. Ao escutar pela primeira vez, estranhei. 

Maya: De todos os forrós que ouvi até agora, considero essa música a mais diferente de todas. Talvez pela falta do triângulo e pela presença de outros instrumentos (algum de corda, que pode ser uma viola, por exemplo). A letra é mais simples que as outras, porém repleta de termos bem típicos (a pronúncia do y!).


Águas Mansas - Circuladô de Fulô

Águas Mansas by Circuladô de Fulô on Grooveshark

Carol: Sempre pensei que essa música fosse do Falamansa e acabei de descobrir que não. O estilo das duas bandas são bem semelhantes, que caracterizam o “forró universitário” que falamos na introdução. Percebi que a principal diferença do forró nordestino de raiz para o forró universitário é a temática. No primeiro, o assunto são os problemas do sertão, do nordestino, assuntos típicos do nordeste. No segundo, sempre ouvimos sobre amor, saudade, etc. E não é diferente com “Águas Mansas”. Porém, há algo em comum sempre: a sanfona! 

Maya: Essa música lembra a minha sexta série. Lembro de ficar no período integral da minha escola e dançar com minhas amigas. Apenas nostalgico. Acho que não ouvia desde aquela época. A letra é sobre o que senti ao ouvir: saudosismo. Mas um diferente do meu, é claro. Há muitos backing vocals no refrão e pude perceber o uso de viola, zabumba e percussão. Bem universitário.

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