segunda-feira, 13 de maio de 2013

The Wallflowers

Monique Nascimento

Sempre tive a impressão de que o The Wallflowers era esse tipo de banda que você ama muito e depois esquece na desordem de arquivos de sua pasta de músicas. Só para de tempos em tempos redescobrir e esquecer novamente, vítima de um mecanismo de defesa do seu cérebro para não te fazer enjoar das músicas, já que até pouco tempo atrás eles se encontravam em um hiato de sete anos.


A banda realmente desapareceu, mas talvez o pior “desaparecimento” seja aquele fruto de sua amnésia musical. Digo isso porque há um ano mais ou menos eu redescobri a banda (de novo), depois de uma longa separação e me perguntei “por que esquecer uma banda tão legal?”.

Muitos talvez conheçam o Wallflowers principalmente pelo fato de o vocalista, Jakob Dylan, ser filho de ninguém menos que Bob Dylan. Outros talvez conheçam pela ótima versão de Heroes, canção de David Bowie, que entrou para a trilha sonora do filme não-tão-ótimo-assim Godzilla.


Para mim sempre será a banda das excelentes Sixth Avenue Heartache, One Headlight e The Beautiful Side of Somewhere, as duas primeiras do álbum Bring Down The Horse, de 1996, e a última de Rebel Sweetheart, de 2005.

A banda ficou sete anos em “stand by” e, segundo Jakob Dylan, nunca acabou oficialmente. A impressão que dava é que eles quiseram fazer jus ao nome e bancar de fato os wallflowers*. Em 2011 Jakob anunciou seu retorno, para alegria de muitos saudosistas, como eu. O álbum mais recente é o ótimo Glad All Over, lançado no ano passado, vinte anos depois do lançamento de seu primeiro disco, The Wallflowers.

Você pode ouvir Glad All Over na íntegra, no site oficial da banda (clique aqui). Tem até as letras para ir cantando junto! 

Faz um bom tempo já que Wallflowers não sai da minha playlist de favoritos, estou esperando para ver se isso vai durar ou se a banda fará jus ao histórico, desaparecer novamente e cair no limbo das bandas esquecidas.


Fotos: Divulgação

*Wallflower: Palavra geralmente usada para designar pessoas que não são chamadas para dançar em festas e ficam de canto, “encostadas na parede”. Mas pode ser usada também para pessoas introvertidas, que não chamam muita atenção e passam despercebidas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário