quinta-feira, 23 de maio de 2013

Coisas que achei legais


Gabriela Passy

Que eu nunca fui boa com números sempre foi fato consumado na minha vida. Até entendi a matemática, me forcei a engolir a química e da física mal fiquei sabendo. Acontece que, depois de descarregar todas as fórmulas decoradas durante os anos do colegial na prova de vestibular, todo e qualquer conhecimento obtido na área de exatas foi subtraído do meu cérebro, goela, estômago ou qualquer outra parte em que tivesse um dia se alojado. E é claro que optar por um curso das humanidades não ajudou nada na manutenção da lógica matemática no meu dia-a-dia: até as simples somas me atormentam na hora de pagar as contas. 

Mas quando eu comecei a perder a capacidade de simplesmente guardar os números na minha cabeça, fiquei preocupada. Me peguei tentando lembrar de aniversários e datas comemorativas sem sucesso. Confundindo sequências. Meus deuses, o que está acontecendo? E é claro que me confundo com os dias de postagem. Dessa vez, por exemplo, eu jurava de pés juntos que postaria no dia 26. E fui pega de surpresa ao me deparar com o número 22 no cronograma. E olha que o 6 e o 2 nem se parecem. 

Enfim, o ponto é que, logicamente, eu não tinha um assunto preparado para abordar. Então me lembrei que, apesar de não ser boa com números, sou boa com nomes e rostos... E comecei a resgatar na memória algumas descobertas agradáveis que eu tinha feito nos dias que se passaram. Naquela coisa de ir clicando nos vídeos sugeridos do YouTube, descobri três discos. Discos e artistas sobre os quais eu nunca tinha ouvido falar e não tinha ideia se me agradariam ou não. E acabou que eu gostei muito. Se você estiver com tempo, solte o play dos vídeos e deixe de fundo musical pelos próximos minutos.

O primeiro deles é o Handmade, da marroquina Hindi Zahra, que mora na França desde 1993. O álbum tem uma sonoridade leve, dando a impressão de que foi feito mesmo à mão e com cuidado. E também é legal pra quem não aguenta mais ouvir música cantada só em inglês ou português, já que tem algumas faixas diferentes no quesito idioma.


O segundo álbum me chamou a atenção primeiro pela capa. Fiquei curiosa para ouvir o que a moça com a cara rabiscada tinha a me oferecer. We Sink, da islandesa Sóley me trouxe de alguma forma a sensação de melancolia gostosa, que eu curtiria ficar sentindo por algum tempo.


A terceira e última descoberta dessa semana foi o disco Space Is Only Noise, do norte-americano Nicolas Jaar. Nicolas passou a maior parte da infância no Chile e começou a fazer música eletrônica em 2004. Sou péssima na hora de rotular as coisas, e achei ótimo o próprio Jaar ter me facilitado essa tarefa, classificando o seu estilo como blue-wave.


Nota: Meu critério de "gostei muito" é: ouvi inteiro sem dificuldade e queria que tivesse mais.

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