domingo, 10 de março de 2013

Um Rock dos Bon's

Mayara Abreu Mendes

Para quem não leu nossa descrição ali no canto direito, eu e as meninas do blog somos, além de viciadas em música, estudantes de jornalismo na UNESP. Sendo assim, moramos todas em Bauru, uma cidade que tem grande número de universitários devido a todas as instituições de ensino superior que vieram para cá. Por causa da quantidade enorme de estudantes, as festas são inevitáveis, e por aqui é possível encontrar algo para fazer todo dia, nem que seja tomar uma cerveja com uns amigos em seu apartamento com música rolando ao fundo ou então com um amigo tocando violão. E são dessas reuniões de amigos com talentos musicais que acabam surgindo as bandas universitárias. É disso que iremos falar no especial deste mês: vamos contar a história de quatro bandas que passaram e passam por nossas vidas festeiras bauruenses.

Formação oficial da Bon's Rock.
(Fonte: página oficial da banda no Facebook)

De um projeto acústico antigo surgiu a ideia de montar uma banda de covers que tivesse a cara de todos os integrantes, que, desde o princípio, já tinham gostos musicais muito divergentes. Mas sem um baixista e um baterista ficava um pouco difícil. Foi quando no segundo semestre de 2011 Marcelo Montanha (vocais) – na época estudante de Relações Públicas – conheceu o futuro jornalista Luís Morais (baixo) num projeto da UNESP e, em meio a conversas, descobriu que o Luís tocava baixo e conhecia um baterista – o Luis Paulo Jarussi, também futuro jornalista. Luís Morais tinha um projeto sendo idealizado com outro amigo, mas, por motivos de repertório, o amigo desistiu da banda e aí se formava a Bon’s Rock, que conta também com Lucas Gouvêa (estudante de Ciências da Computação) e Felipe Leme (formado em Relações Públicas junto com Marcelo Montanha) nas guitarras.

A Bon’s Rock estava formada, mas, a princípio, era apenas teoria. Até que em dezembro de 2011 uma república feminina de Bauru estava para fechar as portas e à procura de uma banda para acabar o ano e a casa com chave de ouro. E então, sem ensaio e sem o baterista oficial, mas com muita vontade de fazer o projeto ir para frente, a banda fez seu primeiro show. Depois disso vieram as férias, mas assim que as aulas voltaram a Bon’s Rock já tinha o segundo show na agenda, a festa Welcome to the Jungle, que é organizada pelo terceiro ano de jornalismo. Dessa vez com um tempo de ensaio e com a formação oficial, o show foi incrível e convites não pararam de ser feitos para a banda se apresentar.

Com um repertório predominantemente de pop e rock, com boa parte das canções nacionais, a Bon’s Rock é conhecida por sempre animar o público e fazer todo mundo cantar junto. As músicas dos shows são escolhidas com antecedência através do grupo da banda no Facebook e costumam ser separadas em blocos de acordo com o ritmo, época em que foram lançadas e estilo. São poucas as chances que os cinco integrantes têm de se reunirem para ensaiar e tocar num estúdio alugado. “A gente vive fazendo ‘show-ensaio’. Já chegamos a ficar 5 meses sem ensaio, mas tocando em vários lugares nesse intervalo”, conta Lucas Gouvêa. Mas poucas horas tocando juntos são suficientes para renovar o setlist, incrementar arranjos e fazer com que músicas julgadas bregas – como Garçom e Menina Veneno – ganhem uma nova cara.
Bon's Rock tocando na festa The Oscar Goes To, em 2012
(Fonte: Mariana Dornellas)

Assim como toda banda, a Bon’s Rock já tem suas peculiaridades. Um show sempre animado, um público sempre bem participativo e Tempo Perdido no final de cada show. Durante pouco mais de um ano de banda, é incontável o número de pessoas que subiram no palco para cantar, dançar, se beijar ou animar o show, além de ser impossível também saber quantas músicas foram pedidas durante apresentações ou até mesmo durante festas em que a banda nem tocou. O que dá para contar é o número de calcinhas que foram jogadas para o Montanha nesse tempo de banda: duas (rumo ao Wando!).

O maior show até agora foi no Jack Music Pub, na edição de 2013 da Welcome to the Jungle, que contou com a presença de mais de 500 pessoas. A Bon’s Rock, assim como toda banda, gosta de uma boa estrutura de som, que apenas ambientes próprios para shows oferecem. Entretanto, é indiscutível o quanto todos os integrantes gostam de tocar em repúblicas. Por mais que o som e o ambiente sejam sempre uma icógnita e, assim como disse Lucas Gouvêa, “sempre tem o risco de o povo ficar ensandecido e resolver te dar banho de cerveja caso você não esteja ninja pra desviar”, a proximidade com o público é ainda maior.

Para os próximos meses, os unespianos podem esperar muitas novidades no repertório e nas performances da Bon’s Rock. A ideia da banda é continuar fazendo covers, por mais que todos tenham aquele sonho das músicas autorais. Luís Morais disse que “a ideia da banda é tocar música conhecida para a galera curtir em festa” e que eles até podem “montar uma banda com a mesma formação para tocar música autoral”, mas com outro nome. O que os já fãs podem esperar é um repertório com clássicos mantidos e músicas ainda mais antigas adicionadas, performances cada vez mais ousadas, um entrosamento incrivelmente sensacional entre os integrantes e muita animação, afinal, como disse o Montanha, “Nós tocamos para divertir o público e queremos que as pessoas gostem do show inteiro”. 

3 comentários:

  1. Valeu Maiara! É interessante saber e conhecer a cultura universitária extra-muros. bjs Fabiano Monaco

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