domingo, 31 de março de 2013

O som brasileiro dos Babilônicos


Carolina Ito
Fotos de Solon Neto

Estreia da banda Babilônicos no Jack Pub, no último dia 22

“Baby, I’m so alone... Vamos pra Babylon”, já cantava chorosamente Zeca Baleiro. E caminhando por uma dessas ruas ocupadas por universitários chego na república Babilônia, uma versão tropical bauruense da sonhada Babylon, onde é igualmente impossível se sentir sozinho.

Entre conversas sobre churrasquinho, o preço baixo (e raro) da cerveja de um boteco e o jogo que passava na tv para a infelicidade de alguns torcedores da casa, começa o assunto que levou a repórter até lá: o surgimento da banda Babilônicos, formada por três aspirantes a jornalista e um a designer.

Com Lucas César (Xaxado) no vocal, violão e cavaco, Felipe (Fezão) estreando no baixo, Herculano (Herculano, mesmo) na bateria e Gabriel (Mineiro) na guitarra, nasceu a Babilônicos, de parto anormal, há menos de um mês. Na verdade, eles já tocavam em festinhas informais da república e todos já tiveram banda em outro momento da vida, mas a oficialização veio de repente.

Aliás, duas curiosidades mostram a diversidade da banda. A primeira é que o baterista Herculano manda muito bem em outros instrumentos e o pessoal chega a dizer que ele é o  “multi-instrumentista” da Babilônicos. A segunda é que Fezão, que sempre tocou guitarra e agora é baixista, já havia se aventurado por bandas de thrash metal e cover de Iron Maiden.

Da "rep" para o palco

A história toda começou com o papo entre Xaxado e um dos integrantes de outra banda universitária, a Homem Bomba, para quem ele apresentou sua música “Pula Daí”. Naquele momento, a Homem Bomba estava à procura de uma banda para abrir seu show, que seria dali uma semana. Em alguns minutos, tudo estava resolvido.

Naquela mesma noite, Xaxado trouxe a novidade para a Babilônia de que eles teriam uma banda e que precisavam ensaiar umas dez músicas. Primeiro, os  intimados para a façanha ficaram em choque, depois foi a mobilização geral para decidir o repertório. No dia seguinte, já começaram os ensaios em versão acústica para o show no Jack Pub. “A gente preferiu testar com três violões e um chocalho pra fazer um som mais limpo, sem bateria no começo”, diz Fezão.

Depois, vieram os ensaios em estúdio e, finalmente, a apresentação. Com instrumentos emprestados e até uma bateria importada da cidade de Promissão, o show de estreia dos Babilônicos foi marcante.“A galera tava curtindo muito, é isso que importa“, conclui Xaxado.
A estreia com pé direito também se explica pelo estilo musical diferente do que costuma ser tocado nas festas universitárias da cidade com nome de lanche. Zeca Baleiro, Vanguart, Los Hermanos, Criolo, Jorge Ben, Curumin e, claro, a música “Pula daí” entraram na setlist do show.

Pula Daí by Lucas César Ramos
(Ouça outras músicas do Lucas César clicando aqui)

Fezão explica que “o foco, a princípio, é música nacional, mas não precisa ter um rótulo”. As promessas para o repertório incluem mais músicas dos Los Hermanos e Jorge Ben, Manu Chao e (tomara!) Novos Baianos. Mas o objetivo mesmo é continuar tocando em festas de república, se possível, com aquela gelada na faixa.

Mineiro comenta que “deu tudo muito certo de primeira" e que, apesar do improviso, eles se empenharam e correram atrás de tudo para o show. Fezão complementa: “se fosse um time de futebol, seria mais raça do que técnica”. Esse é o espírito.

Um comentário:

  1. E ai juventude. Gosto de ver essa juventude engajada com Deus e com as glorias que ele proporcinona!!!! sucesso e sucesso. parabems

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