domingo, 24 de março de 2013

"Não tem como dar errado"

Cinco loucos por música e um rumo certo: a própria música!*

Carolina Rodrigues

No dia 26 de fevereiro, fui, pelo terceiro ano seguido, na Welcome to the Jungle. Pra quem não sabe, a Welcome é uma das festas mais tradicionais da UNESP de Bauru e acontece sempre na primeira semana de aula do ano. Geralmente, é realizada em repúblicas e sempre foi reconhecida por ser muito boa. Esse ano, foi no Jack, um pub daqui que tem uma ótima estrutura musical. 

Foi aí que conheci os Maciota’s. Brincadeiras a parte, Maciota é o nome de uma república de Bauru e também de uma banda (que é o que realmente nos importa). Assistindo ao show, veio a ideia na cabeça: fazer um especial sobre Bandas de República. E eu tinha que falar deles! Tinha porque realmente curti o som. O repertório me chamou muito a atenção: rock puro. 

Interação com o público: uma das principais características dos Maciota's
(Foto: acervo da banda)
“Música é puro sentimento! Não consigo ver minha vida sem a música”,
Felipe Scudeler, “Deller”, guitarrista 

“Música é terapia”
Luis Paulo Jarussi, “Costa”, baterista 

“A música é uma poderosa válvula de escape e além disso é arte!”
Ricardo Benal, “Pingola”, guitarrista 

“A música é um dos maiores prazeres pra mim. É a única coisa
 que eu tenho certeza que eu vou ter sempre na minha vida”
Tiago Soares, “Fininho”, vocalista

*A formação atual da banda conta a presença de Fernando Geloneze, "Polímero",
baixista que entrou este ano 

A banda surgiu no começo de 2012 quando os moradores da república Maciota, e estudantes da UNESP, reuniram-se para fazer aquilo de que mais gostavam: tocar música. O gosto musical bateu e a identidade do grupo se fez naturalmente, baseada no rock. “Rock ‘n roll classudo”, como diria o Costa. Desde então, eles espalham pelas repúblicas de Bauru o que existe de mais clássico: Led Zeppelin, Pink Floyd, Guns n’ Roses, Jimi Hendrix, Rolling Stones, Beatles, dentre outros. 

Hoje, com quase um ano de banda, os shows se tornaram mais frequentes e o compromisso mais sério. A formação original da banda se desfez, mas a qualidade do grupo melhora cada vez mais. Até porque os atuais integrantes da banda têm uma ligação com a música de dar inveja. 

“Desde sempre fui ligado em música, sempre vi meus pais tocarem, tenho 
uma bandinha com meu pai, toco com minha mãe em churrascos”
Deller 

“Sou baterista desde os 14 anos e essa é minha quarta banda. 
A cada banda que toco gosto mais do que faço”
Costa 

“Comprei minha primeira guitarra quando tinha mais ou menos uns 12 anos. 
Sou baterista também. Na sétima ou oitava série já tive minha primeira banda”
Pingola 

“Eu sempre gostei de música, comecei a tocar com 12, 13 anos e desde então 
sempre toquei em banda. A maioria dos meus amigos de infância toca também,
 então de uma forma ou de outra estou sempre ligado a isso”
Fininho 

Ao serem questionados sobre qual foi o melhor show da banda até hoje, todos responderam, justamente, o da Welcome, no Jack, que eu presenciei. Segundo eles, a estrutura do local ajudou muito, o som ficou perfeito e o público se animou bastante com o repertório, que ainda não é composto por músicas próprias. 

Em relação ao público, a maioria é estudante e eles veem isso como algo positivo. A interação deles com a galera é mais íntima e isso dá uma certa liberdade pra eles no palco (o que se percebe facilmente assistindo ao show: todos são bem soltos e espontâneos). 

Daqui pra frente, o compromisso com a música continua mas o futuro da banda sempre é incerto. Por serem estudantes, estão de passagem por Bauru e possivelmente quando terminarem a faculdade cada um vai seguir o seu caminho. Porém, enquanto isso não acontece, o objetivo é tocar em cidades vizinhas também e ampliar o público.

O fato é que, de uma forma ou de outra, os Maciota’s prometem continuar sendo o que são: apaixonados por música. 

“Ah, nós estamos entre amigos e fazendo algo que a 
gente gosta, não tem como dar errado!”
Pingola

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