terça-feira, 19 de março de 2013

A nova velha banda


Monique Nascimento
Pedro Zambon

Ao chegar na porta da república, onde foi marcada a entrevista, já era possível ouvir a música que rolava lá dentro. A sensação era de que aquela seria uma boa entrevista, daquelas que você não consegue as melhores informações fazendo perguntas e recebendo respostas diretas, mas sim observando. Dessa observação eu pude notar o quanto os caras da Rockwell curtem o que fazem: tocar. Praticamente durante toda a entrevista rolou música. E o som é de primeira.

A banda Rockwell é originalmente de Botucatu, já tem 6 anos de estrada e por lá já é bem conhecida. No aniversário da cidade, foram convidados para tocar e abriram o show da banda Jota Quest. Segundo números oficiais da prefeitura, a banda mineira reuniu cerca de 25 mil pessoas. Mas os caras não parecem ser do tipo deslumbrados. Fazem shows em repúblicas, para um público universitário, e também tocam na noite, em bares.

Já em Bauru, a Rockwell trilha um recomeço. Dois dos integrantes, Rafael Santiloni (vocalista) e Juh Giraldella (voz e guitarra), estão estudando em universidades do município e a banda aproveitou a chance para conquistar um novo público. Começar do zero? Não para o baterista Victor Costa de Abreu: “depois de seis anos de banda você já tem experiência, sabe como sentir o público, formar repertório”. Mas Rafael admite: “agora precisamos voltar a fazer com que a gente seja conhecido”.

Porém se engana quem pensa que a Rockwell é uma estreante absoluta no cenário bauruense. “Ano passado já estivemos na Psicomp por exemplo”, conta a banda. Esse ano já existem convites para essa e outras festas.

Mas não apenas de shows vive a Rockwell. Depois de 6 anos vivendo de covers, a banda se prepara para dar um passo além. Eles já estão gravando duas músicas próprias e partindo para um som mais autoral. Outra grande novidade é que uma das músicas do EP virá acompanhada de videoclipe. Não há data definida para o lançamento, mas a expectativa é que seja no final de abril.

Durante o ensaio deu para notar algumas das influências da banda, como Red Hot Chili Peppers, Sublime, Tijuana e Charlie Brown Jr., essa última sendo especialmente importante. Tanto que foi inevitável os integrantes não se comoverem com a morte de Chorão: “colocamos uma faixa preta na frente da república, em homenagem”, conta o vocal Rafael. A banda fará uma apresentação em tributo, dia 30, no bar Cervantes, em Botucatu.

Se ainda não conhece a Rockwell e está curioso, os caras têm página no Facebook e site oficial. Lá você pode saber mais novidades sobre shows e o lançamento do EP. E se você for de Bauru, Botucatu ou região, fique de olho, a banda pode estar a uma república de distância.

Registro da entrevista

*Esse texto foi uma parceria com o jornalista Pedro Zambon

Um comentário:

  1. Conheço a Rockweel desde 2011, quando lancei meu site (www.elanosite.com.br) e surgiu essa parceria que foi virando amizade aos poucos...
    Aqui na minha cidade (são Manuel) toda vez que tem Rockwell a gente fica com aquela sensação de 'quero ver denovo'...

    Adoro o repertório da banda! Segura a balada, segura o barzinho, segura o open bar... rs.

    Rafa , Vitinho, Vitão, Juh e Muh ... nem preciso dizer que a Pri ta sempre por aqui né?
    Todo o sucesso do mundo pra vocês, porque vocês merecem deeeeemais!

    PS: Parabéns aos criadores do blog, vou visitar sempre!

    Priscila Castro

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