terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Monstros, homens e Islândia

Mayara Abreu Mendes

Vou começar o meu post no estilo Gabriela Passy e vou falar um pouco sobre a minha vida para chegar ao ponto que eu quero. Quando fiz intercâmbio, conheci pessoas do mundo todo. Mas uma das pessoas que mais marcaram meus seis meses de viagem nasceu aqui no Brasil, em Salvador: DiegoViana. O Die entrou na minha vida no meu primeiro dia nos Estados Unidos e nunca mais saiu dela. Mas por que estou falando dele? Bom, o Die tem uma paixão por países nórdicos e tudo relacionado a eles; foi assim que ele descobriu uma banda islandesa e, em uma conversa, me apresentou a uma das melhores coisas que ouvi nos últimos tempos: Of Monsters and Men.

Islândia (fonte: Diário Liberdade)
Antes de começar a falar de Of Monsters and Men, vou comentar um pouquinho sobre a Islândia, porque é um país meio desconhecido para todos nós (a não ser que você tenha lido O Diário Da Princesa e saiba que a Mia queria muito ir para lá). A Islândia é um país insular europeu, que fica no Oceano Atlântico Norte, tem uma área total de 103 mil km² e uma população de quase 320 mil pessoas. O idioma falado por lá é o islandês, que é muito difícil de falar e pior ainda para se escrever. O clima é subpolar e por isso tem muita área glacial, além de muita montanha, vulcão, bastante fonte termal... O turismo está crescendo muito no país, então se você gosta de animais marinhos fofos, muito frio e de comida gostosa, fica a dica aí!

A principal cidade islandesa é Reykjavík (que, por sinal, é a capital do país) e é de lá que vem Of Monsters and Men. A banda começou com Nanna e Raggi, que fazem os vocais e as guitarras. Ela tinha um projeto solo de nome Songbird e acabou recrutando Raggi para se juntar a seu projeto. Ela gostou do modo como a voz dela combinava com a dele e então começaram a escrever músicas em conjunto.

Os seis integrantes fixos (fonte:
página oficial no Facebook)
Tempo depois, viraram Of Monsters and Men. Arnar (bateria), Brynjar (guitarra), Árni (piano e teclados) e Kristján (baixo) se uniram à dupla. No ano de 2010, os cinco integrantes participaram de uma competição local que acontece anualmente – o Músíktilraunir. Eles saíram de lá como vencedores e a partir de então passaram a ganhar destaque no mundo musical na Islândia e na Europa.

Capa do disco (fonte: site oficial)
E foi no verão islandês de 2011 que a música Little Talks chegou aos topos das paradas do país e, como disse Raggi, “parecia que pessoas do mundo todo estavam ouvindo” OMaM. No mesmo ano, foram chamados para participar do festival Iceland Airwaves e logo depois assinaram contrato com a gravadora estadunidense Republic Records. Com contrato assinado, Of Monsters and Men lançou seu primeiro EP, o Into The Woods. O EP tem quatro músicas e todas elas estão inclusas no álbum que foi lançado em seguida ao EP, o My Head Is An Animal. O disco possui onze faixas oficiais e uma canção escondida, e só foi lançado mundialmente em abril de 2012.

Of Monsters and Men é uma mistura de folk, indie e rock alternativo que dá muito certo. As músicas são diferentes devido ao misto de estilos, o que faz com que você queira ouvir mais e mais para saber em que cada música difere. Além da sonoridade, as letras da música também são um diferencial: elas costumam ser inspiradas em histórias random que os integrantes leram durante a vida. Por exemplo, From Finner é sobre uma baleia que tinha uma casa nas costas e nela viajavam pessoas em busca de aventuras em lugares diferentes.


And we caught your eye.”



Ou então Love Love Love, que tem uma sonoridade positiva, mas fala sobre coração partido.


When you know I can't love you...”


Para você que se apaixonou por Of Monsters and Men assim como eu, comemore: eles farão um show no Lollapalooza no dia 29 de março e um sideshow também no Lolla dia 31 de março. Mais informações no site oficial do Lolla.


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