quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Lover of the Sound


Monique Nascimento

Nesse último domingo aconteceu em Los Angeles o 55º Grammy Awards, “o Oscar da música”, como costumam dizer. Apresentações de primeira, glamour e muitos prêmios, é claro, deram o tom da noite. Um em especial, o Álbum do Ano, é particularmente cobiçado, tido como o mais importante da premiação. No ano passado ele foi merecidamente entregue à diva Adele. Esse ano o prêmio foi novamente para a terra da rainha, dessa vez para um quarteto que atende pelo nome de Mumford and Sons.

Marcus Mumford e "seus filhos" recebendo o Grammy

Com o Black Keys se dando bem na noite (nas categorias Melhor Álbum de Rock, Melhor Canção de Rock e Melhor Performance de Rock, além de Melhor Produtor para Dan Auerbach, vocalista e guitarrista da banda), estava quase certo que o Álbum do Ano ia para o celebrado El Camino da dupla. Porém, Babel, segundo disco da banda folk, acabou levando o gramofone dourado. Se a reviravolta foi uma boa surpresa para todos não sei, mas eu fiquei particularmente feliz com essa notícia, pois estava pensando em falar da banda já havia um tempo. Com as férias e o tédio tomando conta, pude me dedicar a ouvir a banda que chamava minha atenção e escrever sobre ela agora me pareceu a ideia perfeita.


Babel é uma delícia de ouvir. Derrete nos ouvidos e é tão empolgante quanto comovente. Como tenho uma queda por folk, não foi difícil me render à tarefa de escutar o álbum, mas o resultado foi melhor que a encomenda. Como boa jovem adulta, pertencente a uma geração que não para mais para ouvir um álbum inteiro com atenção e dedicação, ouvi Babel pela primeira vez no computador, com mil abas abertas e conversando com umas 3 pessoas ao mesmo tempo pelo Facebook. Mesmo assim, as canções me puxavam de volta e, egoístas por atenção, não me deixavam me concentrar muito em outra coisa senão ouvi-las.

Coisa feia, tenho que parar com esse hábito. E o Mumford and Sons com certeza está me ajudando na reabilitação. Já não lembrava mais da época em que colocava um CD para tocar e esquecia o resto do mundo.

As faixas fluem e dão a deixa umas às outras, deixando essa sensação de continuidade no álbum, de obra pensada para ser completa, não faixa por faixa. Gostaria de apontar um destaque ou outro, mas a dúvida me pega. Todas as músicas me trazem algo especial. Correndo o risco de ser injusta, aponto Lover of the Light, Hopeless Wanderer, Below my Feet, e a já bem conhecida I Will Wait. Se você conseguir a Deluxe Edition, terá ainda as belíssimas For Those Below e Where Are You Now?.

A faixa Not with Haste pode te parecer conhecida se você assistiu a animação Valente, da Pixar. A banda, em parceria com a cantora Birdy, participou da trilha sonora, na qual a música tinha o título de Learn me Right. Vale a pena ouvir também.

O clipe de Lover of the Light, logo aí embaixo, traz a emoção que a faixa proporciona. É lindo. Confirme ou tire suas próprias conclusões, mas não deixe de assistir ao clipe e nem de ouvir o álbum completo. Se você for dos meus, vai voltar à época em que apertava o play e desligava todo o resto.





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