quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Branco

Amanda Lima


Em resposta a indicações de músicos, são sempre constantes perguntas sobre o compositor ou os nomes das canções. Na contramão dessa nossa curiosidade pré-julgatória está o Álbum Branco, forma encontrada pela musicoteca para reunir parte do que será apresentado ao longo do ano.

O disco não traz os rostos dos cantores, faixas nomeadas ou qualquer outra informação que tire da música o que ela tem de princípio e de puro: as sensações que provoca. Sem conhecer as vozes, resta ao ouvido ater-se à melodia, à letra e ao desconhecido. O comum nos tira a sensibilidade. Uma má composição será sempre uma má composição, mesmo que assinada por Caetano, Gil ou Chico. Acontece que conceitos formados podem interferir na avaliação do produto.

Livre de qualquer expectativa conhecida é que se deve ouvir e resenhar um disco inteiramente branco, sem número de faixas ou identidades carimbadas. E, ao contrário do que se possa imaginar, o resultado é ainda mais surpreendente. Mesmo que já se tenha cruzado com alguns dos refrões deste álbum internet afora, decerto outros serão novidade. Atenha-se à experiência de conhecer música nova sem o que possa estar fora dela.



Essa é uma das faixas do Álbum Branco. Mantive a proposta e calei a curiosidade sobre quem está por trás da composição. O que fica é a marca de mais uma voz da cena musical contemporânea. E brasileira. Nas demais canções, vários ritmos são condensados em vozes masculinas e femininas, de diferentes sotaques e timbres. O resto fica a cargo dos seus fones.

A distribuição é livre. Baixe o disco na íntegra.

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