terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Carnaval o ano inteiro

Amanda Lima

Plural e única: é assim que se pode definir a Orquestra Imperial
(Foto: Divulgação)

Duani Martins, Domenico Lancelloti e Wilson das Neves, o sambista inigualável da Império Serrano, são nomes que impõem respeito à música brasileira. Postos em conjunto, são capazes de fazer com que muitos tirem o chapéu. Pois são eles três dos quase vinte músicos da Orquestra Imperial, surgida em 2002 com o intuito de formar uma genuína orquestra de gafieira em grande estilo carioca. O repertório compila boleros da década de 1960, clássicos do samba e do salão.

Carnaval Só Ano Que Vem (2007)
O projeto é do compositor Berna Ceppas e de Alexandre Kassin, que além de ser cantor e compositor produziu Ventura e 4, os dois últimos discos de estúdio de Los Hermanos. Depois do EP Orquestra Imperial (2006), composto por quatro faixas – três regravações e uma instrumental –, veio o álbum de estreia: Carnaval Só Ano Que Vem (2007). Além de mostrar de cara o conceito da banda, que consiste em fazer música entre amigos, o disco permitiu que uma gama de pessoas distante da gafieira ou estranha à genialidade de seus componentes entrasse em contato com o material sem muito impacto.


Orquestra Imperial é um exemplo de música que tem liberdade e, mesmo assim, conquista espaço. A impressão que se tem é a de um belo reencontro da vanguarda da cena carioca com a presença não rara de convidados de peso: Seu Jorge, que fazia parte da formação inicial, Caetano Veloso, Erasmo Carlos, Fernanda Abreu, Criolo e Elza Soares. Essa representatividade alcançou também, como não poderia deixar de ser, os carnavais, em que os imperiais montam seu próprio bloco e interpretam sambas e marchinhas.

Fazendo as Pazes com o Swing (2012)
Neste ano, aniversário de dez anos da banda, veio o segundo álbum, Fazendo as Pazes com o Swing. Talvez pelo período de maturação ao qual até o mais experiente dos grupos é submetido, o disco mostra que a big band deixou de ser um amontoado – coeso, é verdade – de músicos para enfim encontrar sua unidade. Embora todos os membros tenham outros projetos musicais, conseguiram desvencilhar-se de suas características individuais para incorporar o que veio a ser a pegada de Orquestra Imperial.

Enquanto a gente namora, canção de João Donato e interpretada por Thalma de Freitas, tem a cadência que convida a ouvir o disco todo em sequência. Entre as faixas há um aspecto dominante chamado 'samba', com os destaques de A saudade é que me consola, composta por Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro, e Cair na folia, de Argemiro Patrocínio e Paulinho Cesar.


Orquestra Imperial é formada por:

Thalma de Freitas, Nina Becker e Rodrigo Amarante (voz)
Moreno Veloso e Wilson das Neves (voz e percussão)
Rubinho Jacobina (teclado e voz)
Bartolo e Pedro Sá (guitarra)
Kassin (baixo)
Duani Martins (voz e cavaquinho)
Domenico Lancelotti (bateria)
Berna Ceppas (sintetizadores e percussão)
Thiago Silva e Stephane San Juan (percussão)
Leo Monteiro (percussão eletrônica)
Felipe Pinaud (flauta e arranjos de sopro)
Sergio Galvão (flauta e sax)
Bidu Cordeiro e Mauro Zacharias (trombone)
Altair Martins (trompete)

Um comentário:

  1. Essa rapaziada da Orquestra Imperial é muito talentosa!
    Sem esquecer claro, das mulheres Nina e Thalma ótimas cantoras.

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