domingo, 28 de outubro de 2012

Sangue Vermelho

Carolina Rodrigues

Quando decidimos fazer o Especial sobre “Vermelho”, tentei pensar qual seria o critério de escolha para o tema do meu post. Então, decidi parar de pensar e simplesmente escutar música. E foi aí que, escutando “venha me beijar, meu doce vampiro, o o u, na luz do luar, a a a, venha sugar o calor, de dentro do meu sangue... vermelhooo”, resolvi falar de Rita Lee! Obs: o fato de o cabelo dela ser vermelho é uma mera coincidência (haha).

Rita Lee, nascida em 1947, ruiva desde então
(ritalee.com.br)
Bom, há rumores de que Rita Lee realmente foi a “ovelha negra” da família. Não no sentido pejorativo do termo, claro. Digamos que ela fez o que fez em nome da música, fugindo de casa para cantar e tocar com os amigos. Talvez esse espírito “fugitivo” tenha vindo dos próprios avós, que chegaram ao Brasil fugindo da Guerra de Secessão dos EUA. E quem ganhou com tudo isso fomos nós. Hoje temos Rita Lee, a maior cantora brasileira em termos de venda de discos. “A rainha do rock brasileiro”, como muitos diriam.

Toda essa sede por música, aliada ao talento da paulista, culminou na formação de sua primeira banda em 1966: Os Mutantes. Junto com Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, Rita Lee começou sua carreira de verdade – que já completa quase 50 anos.

Os Mutantes é uma mistura disso e daquilo que revolucionou o cenário musical brasileiro. Rock com música erudita com samba com distorções de guitarra com mais sei lá o que. Além disso, a parceria com os Tropicalistas (Caetano, Gilberto Gil, Tom Zé...) era constante e bastante produtiva. Foi a escada que Rita Lee precisava para ascender musicalmente.

Em 1973, ela entra para o grupo Tutti Frutti. Seus parceiros Luís Sérgio Carlini, Lee Marcucci e Emilson Colantonio ajudaram na produção de alguns dos maiores sucessos de Rita Lee: Agora Só Falta Você, Ovelha Negra, Mamãe Natureza, dentre outros.

Deste então, Rita Lee fez muitas outras parcerias. Um caso curioso é em relação a apresentação que os Rolling Stones fizeram no Brasil, em 1995. A ruiva recebeu um telefonema de nada mais, nada menos que Mick Jagger pedindo para que ela fizesse parte da abertura do show. Isso demonstra, de fato, a influência que a cantora tinha, e ainda tem, no mundo do rock – e não só no Brasil. 

Rita Lee, paz e amor em pessoa
(ritalee.com.br)
Hoje, Rita Lee coleciona muitos e muitos álbuns, com muitas e muitas músicas de qualidade e grande sucesso. Em janeiro deste ano, a cantora realizou um show de despedida em Sergipe. Será mesmo que sua chama já vai se apagar? Eu diria que não. O vermelho de seus cabelos e o calor de suas músicas ainda prometem incendiar: em 2013 Rita Lee completa 50 anos de carreira.


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