quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Identidade Musical

Carolina Rodrigues

Estava por aí lendo as notícias sobre música em vários sites, nacionais e internacionais, para ver se tinha alguma ideia para o meu post de hoje. Mas aí me deparei com aquela velha sensação que tenho – desde o meu primeiro post no blog – de que a música só faz sentido para mim se estiver inserida no meu dia-a-dia, se já estiver aqui dentro e não em um site famoso que publica notícias a cada 3 minutos. Isso não é música. Isso é uma maneira superficial de se noticiar música. Que me interessa quais são as melhores músicas de todos os tempos, as vozes mais bonitas, os clipes mais bem feitos? E se eu não gostar daquela música famosa que está no topo da lista das mais ouvidas? Não faz sentido escrever sobre isso. Existem outros jornalistas, que trabalham para outros sites, que têm muito mais credibilidade que eu para te dizer, leitor, quem confirmou presença no Rock in Rio 2013. Por isso, decidi que a minha pauta de hoje seria um desabafo.

Eu nunca imaginei vida sem música. Você já imaginou? Nem que seja um batuque nas panelas enquanto o almoço não fica pronto. Não dá pra ser feliz sem uma harmonia sonora diária. Você já parou para pensar em como temos memória musical? Se você está na casa dos 20 anos, assim como eu, vai relembrar a sua infância quando escutar as músicas do Sandy e Junior. Se você for mais velho, vai relembrar a infância dos seus filhos ou dos seus netos. Se você for mais novo, sinto muito, mas você não teve infância de verdade. (haha, brincadeira! ou não...).

Mas falando sério, as músicas podem marcar certos momentos da nossa vida sem que nem ao menos percebamos. Vai que você está no carro, ouvindo rádio, e de repente toca aquela música de 10 anos atrás que foi a trilha sonora do seu primeiro beijo. Não tem como não sentir aquela sensação de nostalgia, boa ou ruim, é claro, porque o cara pode ter sido um idiota com você no dia seguinte.

A música tem o poder de definir o seu humor. Não é verdade? Vai que você está em casa, no sabadão à noite, sozinho(a) e sem ânimo de sair com seus amigos que vão pra balada. Eis que você liga a TV na MTV e está tocando Glad You Came, do The Wanted. Você se pega, então, balançando os pezinhos e decide, em cima da hora, se trocar. Fala a verdade, você passa o banho todo cantando músicas animadas e se sente o maior baladeiro ou a maior baladeira do mundo.

Em compensação, a música pode te deixar triste. Vai dizer que nunca deixou cair umas lágrimas quando escutou a música tema do seu antigo namoro? Ou então que não sentiu o coração apertado quando ouviu Dancing Queen, do ABBA, a música favorita da sua vó, que está a quilômetros de distância de você?

É por esses, e muitos outros motivos, que eu digo: a música faz parte da nossa identidade. A música que me faz dançar em frente ao espelho pode não ter graça nenhuma pra você. Da mesma forma que se você chorar quando escutar Bring Me To Life, do Evanescence, eu vou rir da sua cara e achar que você é emo ou alguma coisa do tipo (haha, brincadeirinha de novo, hein!!).

Enfim, eu te convido, querido leitor, a fazer um “tour” pelo nosso blog e reler matérias que, apesar de terem sido postadas há um ano, ainda fazem sentido. A maioria são matérias atemporais, que simplesmente refletem a identidade musical de cada uma de nós que escrevemos para o Play This Beat. Meu post de hoje é, portanto, todos os outros posts que já fizemos até hoje. Ache aquele que combine com sua identidade musical. :)

* Só para terminar, eu fiz uma playlist com as músicas citadas no post acima. Ficou um tanto eclética, eu diria. Mas, afinal, a música é assim mesmo não, é? Múltipla.

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