terça-feira, 25 de setembro de 2012

Clássicos são clássicos?


Mayara Abreu Mendes

Na semana passada, fiz uma matéria que considerei uma das mais legais de todas para a Rádio Unesp Virtual. Era sobre uma coletânea de regravações.

Eu tenho muito medo de regravações. Elas quase nunca me agradam. Fiquei com um pé atrás desde o princípio, mas fui muito surpreendida. E é sobre essa surpresa boa que eu vou falar no meu post de hoje.

Encarte da coletânea. Feito por Vitor Brito Pereira

No dia 07 de setembro, foi lançada a coletânea de músicas Brasileiros. O álbum foi produzido, idealizado e realizado por um grupo virtual que busca difundir a nova cultura nacional pela internet através de fotos, vídeos e textos, o Pulsa Nova Música.

O pessoal do Pulsa teve a ideia de fazer Brasileiros por querer ver os compositores contemporâneos nacionais trabalhando com aquilo que considerava os maiores clássicos da música brasileira. Esses novos compositores não eram nem nascidos quando os chamados clássicos foram gravados. Porém, por serem clássicos, foram e são entoados por gerações e gerações, como hinos.

As músicas, a princípio, haviam sido escolhidas pela galera do Pulsa Nova Música. Mas, ao conversar com os músicos convidados, novas músicas foram surgindo para a lista de clássicos, tanto em sugestões dos artistas, como na memória dos próprios organizadores do projeto. Depois de tanto debate e indecisão, chegaram ao número de quinze canções, cada uma com seu respectivo cantor ou banda (com exceção à faixa bônus, que foi feita por uma parceria de dois cantores).

Os estilos musicais dos clássicos já variavam muito entre si. Do samba e sertanejo de raiz ao rock e à MPB. De Caetano e Tom a Rita Lee e os Mutantes, passando por Cartola, Demônios da Garoa e Pena Branca e Xavantinho e com um toque do grande rei Roberto Carlos. Com as regravações, essa variação continuou presente, uma vez que o leque de novos compositores é enorme. Com tons de alternativo, indie, folk, mas com a pegada principal no rock, a diferença das versões originais para as regravações é bem evidente.

Os clássicos ganharam novas caras, isso é inegável. Mas a qualidade musical não se perdeu, pelo contrário. Muita gente tem preconceito com música antiga por não ter a “cara da contemporaneidade”. E é exatamente para isso que essa coletânea veio: fazer com que nós, jovens dessa geração, paremos para ouvir aquilo que já foi bem bom um dia e que pode continuar sendo agora, mesmo que seja passando por uma repaginada.

Ouça Brasileiros na íntegra e depois a playlist que eu fiz com as versões originais. As minhas regravações preferidas são Baby, Detalhes, Sim, Trem das Onze e Alegria Alegria. E as suas?





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