segunda-feira, 2 de julho de 2012

Especial Rock: anos 1950


Gabriela Passy


Hoje, um domingo dia 1, o Play This Beat dá início a mais um especial. No dia 13 de julho é comemorado o Dia Mundial do Rock. Nada mais justo, então, do que o nosso blog prestar uma singela homenagem ao ritmo que, além de aparecer constantemente em nossas postagens, influenciou – e ainda influencia - gerações inteiras.

A cada domingo desse mês você vai encontrar aqui no blog posts que abordarão as diferentes épocas pelas quais passou o rock’n’roll, dividas em décadas.

Por onde vamos começar?! Lewis Carroll, em Alice no País das Maravilhas, tem uma boa resposta: "comece pelo começo, siga até chegar ao fim e então, pare". Assim será, exceto pelo fato de que a história do rock não tem um fim. Então, quando chegar o fim do especial, continuaremos. 

Primeiramente preciso admitir que não sei muito sobre a história do rock (vocês devem ter percebido que nunca postei sobre antes – não que eu não goste de rock, muito pelo contrário), portanto eu queria agradecer ao Mr. Google por existir. Sem você esse post não seria possível.

Década de 50, Estados Unidos; aqui se encontra uma das sociedades mais preconceituosas que já existiu. Aos brancos, a música dos brancos, e aos negros, a música dos negros. Pois bem, os “race records” – “música de raça”, no caso, negra – foram rebatizados com o nome de Rhythm & Blues (R&B) e influenciaram totalmente o que chamamos hoje de rock’n’roll. Foi do R&B que nasceu muito do ritmo, da forma e do som que seriam utilizados pelo rock.

Os brancos começaram, então, a curtir essa tal de música negra – engraçado como as coisas se repetem ao longo da história – e alguns compositores brancos começaram a seguir a tendência. Vários dos primeiros sucessos de Elvis Presley, por exemplo, foram regravações do nosso querido R&B.

Ao R&B dos negros juntou-se, aos poucos, o Country & Western e a música popular dos brancos. O ritmo acelerado, o toque da guitarra elétrica, do baixo e da bateria começaram a se tornar mais familiares aos ouvidos norte-americanos. O primeiro grande sucesso do novo estilo musical – eleito pelos brancos - foi Rock Around The Clock, de Bill Haley & The Comets, de 1955.

Rock Around The Clock by Bill Haley & His Comets on Grooveshark

Um tanto como Michael Jackson, não?
Eis que então surge um rapaz branco, descoberto por Sam Phillips, que era capaz de cantar como um negro, e, além de tudo, tinha pinta de bom moço, fazendo dele muito mais aceitável socialmente. Dançava de um modo como ninguém antes fazia: seu rebolado ficou famoso pela sensualidade. O nome dele – você já adivinhou –, que seria conhecido por décadas como o Rei do Rock, era Elvis Presley. Seus primeiros sucessos foram Thats All Right Mama, Blue Moon of Kentucky, Good Rockin’ Tonight e I Don't care if The Sun Don’t Shine.

Chuck Berry é, segundo muitos, alguém que merecia, tanto quanto Elvis, o título de Rei do Rock.  Ele cresceu nas paradas graças ao apelo rebelde que suas músicas tinham, chocando (como era de se esperar) a sociedade da época, que ia aceitando aos poucos o novo estilo musical, embora não sem resistência. John Lennon declarou, em 1972, no Mike Douglas Show, que “se você quisesse dar outro nome ao rock’n’roll, você poderia chama-lo de Chuck Berry”, reunindo numa única frase muito do que se pensa a respeito de Berry hoje.

Johnny B Goode by Chuck Berry on Grooveshark

Se o objetivo era ser ao mesmo tempo chocante e marcante, Little Richard atingiu esse objetivo, a começar pelo visual. Maquiagem no rosto, um penteado que até hoje é considerado como exótico, bigodinho fino e um verso que marcou para sempre o que se entende como rock’n’roll: “a wop bop a loo bop a lop bam boom”.

Tutti Frutti by Little Richard - Tutti Frutti on Grooveshark

Enquanto isso, no Brasil...

No ano de 1955, Nora Ney lança a música “Ronda das Horas”, uma versão brasileira de “Rock Around the Clock”. O rock foi se difundindo no Brasil, até que cantores como Cauby Peixoto se familiarizaram com o ritmo. Em 57, Cauby gravou a primeira música nacional considerada como rock’n’roll; Rock and Roll em Copacabana.


É, com certeza, muita coisa para falar num post só. Sei que deixei de citar nomes e músicas marcantes, mas acho que o mais importante de tudo isso é a conclusão: na década de 1950 nasceu o ritmo que influenciou a juventude de gerações e gerações, formando grupos que vão desde os rockers e teddy boys da própria década, os punks dos anos 70 e muitos, muitos outros movimentos associados ao rock’n’roll.
O rock não pode ser ignorado, nem musical, nem socialmente.

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