domingo, 6 de maio de 2012

Mamães musicais

Vanessa Souza

Maio tem a fama de ser o mês das noivas. É possível que isso venha do hemisfério norte, onde a primavera está em seu ápice nesta época. A partir daí, a ligação entre o período das flores e a feminilidade sugeriu facilmente que o mês fosse considerado perfeito para as noivas e, por tabela, para as mães.

Como a tradição do casamento em maio anda em baixa no Brasil (as estatísticas mostram que a maior parte das uniões está acontecendo em dezembro), a atenção se volta completamente às mulheres responsáveis pelos mais de sete bilhões de habitantes do mundo: as mães. É sobre elas que nós vamos falar no Especial deste mês.

Por mais difícil que pareça, muitas cantoras conseguem dar atenção à família e à carreira ao mesmo tempo. Paula Toller é um exemplo de artista que vai mais além e consegue usar o filho como inspiração para suas composições. A música Oito Anos faz parte do primeiro disco solo da cantora (Paula Toller, de 1998) e traz na letra questionamentos que as crianças dessa idade comumente fazem: “Por que o fogo queima? / Por que a lua é branca? / Por que a Terra roda? / Por que deitar agora?”. A canção foi regravada em 2004 pela Adriana Calcanhotto em seu primeiro álbum infantil, Adriana Partimpim, que também é o heterônimo usado pela artista em seus projetos para crianças.

Em 2007, Paula Toller voltou à sua carreira solo e lançou o disco SóNós. Nele, mais uma canção dedicada ao seu filho, chamada Barcelona 16. A temática agora é o ‘segundo parto’, já que o filho cresceu e, aparentemente, vai se soltar da mãe e viajar sozinho.

As americanas Madonna e Lauryn Hill também têm canções dedicadas aos seus filhos. A rainha do pop lançou Little Star no álbum Ray of Light, que marcou mudanças na vida da cantora, como a sua conversão à Cabala e o nascimento de sua filha Lourdes Maria. A letra da música declara o amor de Madonna por Lola e dá conselhos a ela, como “never forget who you are” (nunca se esqueça de quem você é).

Já a canção de Lauryn Hill teve uma história dramática: a cantora engravidou do empresário Rohan Marley enquanto ele era casado com outra mulher. Juntando isso à sua carreira promissora na música, a maior parte dos conselhos que Lauryn recebeu foi para que ela fizesse um aborto. Na canção diretamente endereçada ao bebê, chamada To Zion, ela conta que, em vez de usar a cabeça, decidiu usar o coração e ter o filho. O refrão deixa claro que ela considera ter feito a coisa certa ao cantar “now the joy of my world is in Zion” (agora a alegria do meu mundo está em Zion).

Aperte o play e ouça as músicas compostas pelas mamães!

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