terça-feira, 3 de abril de 2012

8-bit

Vanessa Souza


 

Se você tem por volta dos 20 anos de idade, provavelmente sentiu uma certa nostalgia ao ouvir isso. Personagens como Mario e Sonic foram parte da infância e adolescência dos nascidos nas décadas de 1980 e 1990, assim como os consoles que estavam fazendo sucesso na época: o NES (Nintendo Entertainment System), da Nintendo, e o Master System, da SEGA. Esses foram os protagonistas da terceira geração de videogames, chamados também de 8-bit – uma referência ao processador que eles usavam.

Mesmo tendo um sistema de som bastante limitado (não era possível que mais de três notas fossem executadas ao mesmo tempo), os 8-bits tiveram trilhas sonoras memoráveis: entre as mais citadas pelos amantes de videogame estão as de Chrono Trigger e Legend of Zelda. No entanto, o romance entre a música e o 8-bit foi muito além disso, a ponto de, até hoje, algumas bandas incorporarem os sons desses consoles em suas músicas.

O conceituado duo de música eletrônica Daft Punk lançou, em 2005, a canção Technologic, que leva elementos 8-bit. Outra banda bastante conhecida que se aventurou nos sons de videogame foi o Black Eyed Peas, na base da música The Time. A banda The Depreciation Guild, por sua vez, une o indie ao 8-bit em várias de suas canções: o álbum In Her Gentle Jaws está cheio dessas referências aos videogames antigos. Butterfly Kisses é um exemplo.

Há também bandas e artistas que se dedicam somente a fazer música com sons de videogame: o grupo nova-iorquino Anamanaguchi usa um NES de 1985 hackeado para fazer canções como Helix Nebula. Já o londrino Ashley Charles, sob o pseudônimo de Sabrepulse, diz criar música usando tecnologia nova e velha. Em Paradise, o 8-bit está presente. A dupla Crystal Castles não usa esse tipo de som em todas as suas músicas, mas o flerte com o 8-bit é bem visível em Trash Hologram.

Ouça a playlist e perceba o que o seu Nintendinho velho é capaz de fazer:

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