segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

We Will Always Love You

Carolina Rodrigues

Foto: remembering.whitneyhouston.com
O sucesso começou com uma típica história de romance à la Romeu e Julieta. Uma estrela da música contrata um simples guarda costas para guardar sua segurança e adivinhem só? Ele acaba por guardar seu coração. A rica se apaixona pelo pobre e isso todo mundo já está cansado de ler/ver nos livros e filmes por aí. A diferença é que a trilha sonora desse clássico filme dos anos 90 fez com que Whitney Houston decolasse em sua carreira. 

Além de modelo e atriz, a norte-americana foi uma cantora, no mínimo, brilhante. Digo isso por diversos motivos. O primeiro deles é numérico. Segundo o Guinness World Records, Whitney é a artista mais premiada de todos os tempos, ao conquistar 425 prêmios, dentre eles dois Emmys, seis Grammys, 30 Billboard Music e 22 American Music. Os outros vários motivos que me fazem reconhecer a importância de Whitney é o fato de ela ter realmente conquistado gerações. Guarda Costas, filme que a consagrou como atriz e principalmente como cantora, foi lançado em 1992, exatamente o ano em que eu nasci. Até hoje, após quase 20 anos, o filme é assistido por jovens da minha idade e lembrado pelos mais velhos. E, também, até hoje, a música I Will Always Love You é relacionada com o filme de maneira espontânea.

A música I Will Always Love You continua atingindo corações apaixonados do mundo todo

Resolvi escrever esse post em homenagem a Whitney não para falar o que todo mundo já está lendo e ouvindo por aí. É claro que não posso deixar de dizer que a artista nasceu em Newark em 1963 e faleceu no último dia 11, em Los Angeles, por motivos ainda não esclarecidos; que ela veio de uma família musical e por isso sofreu forte influência de soul e de gospel; que ela começou a cantar com 11 anos, laçou 7 álbuns e 8 coletâneas; que ela participou de vários filmes como atriz, além de ter produzido muitos outros; e blá blá blá. Mas, depois de escutar tantas vezes a frase “nossa, você viu que a mulher do Guarda Costas morreu?”, pensei no blog e decidi falar um pouquinho do diferencial dessa tal mulher. E que mulher! 

Vale realmente à pena realçar que ela é uma afro-descendente nascida nos EUA na década de 60. Se hoje ainda existe preconceito, imaginem naquela época. E mais, quando digo preconceito envolvo o fato de Whitney ser mulher e negra. Apesar dos pesares, ela conseguiu explorar o melhor de si mesma em todos os aspectos: a voz que só uma black poderia ter a tornou cantora, a beleza distinta de uma negra em um país de brancos a fez modelo e o talento como atriz a fez protagonista de um clássico. Essa é minha interpretação subjetiva para o sucesso de Whitney. Mas, como estamos acostumados a enxergar melhor as coisas de maneira objetiva, voltarei aos exemplos numéricos. O primeiro álbum da cantora, lançado em 1985, vendeu 25 milhões de cópias e é o CD de estréia mais vendido por uma mulher. O seu segundo álbum, de 1987, foi o primeiro CD feminino a estrear em primeiro lugar na Billboard 200. E assim foi... 

Dessa maneira, fica claro a maneira como Whitney abriu portas para as posteriores cantoras negras, não só nos EUA, mas no mundo todo. É por isso que homenageio Whitney pelo fato de, além de ter sido atriz, modelo e cantora, ela ter sido simples e brilhantemente mulher. 

O sucesso terminou como uma típica história de famosos que possuem sérios problemas pessoais e se rendem à vida conturbada de drogas. Whitney fugiu da maldição dos 27 anos, mas infelizmente não fugiu da maldição que assombra todos nós. Aos 48 anos, Whitney, famosa ou não, drogada ou não, negra ou não, morreu, mas imortalizou aquilo tudo que de fato a fez especial.

Um comentário:

  1. Adoro esta música desde sempre, parabéns pela homenagem. O mundo perdeu uma puta voz...

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