quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Quinze anos sem Chico Science

Mayara Abreu Mendes

Foto: Divulgação
Nascido em 13 de março de 1966, Francisco de Assis França teve uma infância divertida nas ruas de Rio Doce, em Olinda. Estudou em escolas públicas e brincou muito com seus amigos até crescer um pouquinho. Como todo típico adolescente, sofreu com algumas paixões. Mas ele não era um qualquer: bastou começar a frequentar os bailes da periferia ao som do funk dos anos 70 e conhecer o movimento Hip Hop que sua formação musical começou a nascer.

Foi em meados da década de 80 que seu primeiro coletivo musical apareceu. Uma mistura de grafite, break e rap (principais elementos da cultura Hip Hop) mais os ideais coletivistas começaram a fazer parte da vida de Chico. E é neste cenário que surge a banda Orla Orbe, que durou pouco mais de um ano. Depois dela, Chico entrou para mais duas bandas na virada da década de 80 para a de 90: Bom Tom Radio, com músicas voltadas para o acid-house e, em 1989, Loustal - uma mistura de rock dos anos 60, hip hop, funk e soul.

Em 1991, Chico conheceu o grupo de samba-reggae Lamento Negro. Depois de uma jam session, Science se encantou com a mistura e logo nomeou o movimento de Manguebeat. Aí surgia a Nação Zumbi. Muitas cervejas, conversas e rodas musicais depois, Chico Science e Nação Zumbi fizeram uma "manguetour" pelo Brasil e, logo depois que assinaram contrato com a Sony, começaram a rodar o mundo e espalhar o som do Mangue.

Nação Zumbi
Chico Science gravou dois discos com Nação Zumbi. O primeiro deles Da lama ao caos chegou às lojas em 1994 e não demorou para se tornar um clássico da cultura popular brasileira. Já em 1996, o som se tornou mais psicodélico com o álbum Afrociberdelia. A música africana foi bem marcada em ambos os álbuns, bem como o hip hop, funk, soul e muitas outras influências de Chico Science.

Mas em 02 de fevereiro de 1997 uma fatalidade tirou a vida de Chico: a caminho de Olinda, o Fiat dirigido por ele bateu em um poste. Olinda parou, assim como muitos outros cantos do Brasil também. Um símbolo do pós-modernismo deixou o país enquanto vivia seus momentos de glória. Como diria seu amigo Renato L., "Muito pouco para um talento tão grande. Mas o suficiente para construir um mito de permanente fascínio".

Fiquem agora com o som de Manguetown.


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