sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Vídeos na internet, cílios postiços e um mistério: quem é Lana Del Rey?

Vanessa Souza

Foto: Divulgação
Tudo começou com um vídeo postado no Youtube – assim como a maioria das carreiras musicais têm começado nos últimos anos. Pouco tempo depois, a americana Lana Del Rey já era sensação na internet: ela conseguiu um contrato com a gravadora Interscope e seu primeiro single, Video Games, já estava bem colocado nas paradas da Europa, chegando a primeiro lugar na Alemanha.

Lançada oficialmente como música de trabalho em outubro, Video Games é uma canção triste que fala sobre como é se sentir menos importante que um jogo para quem ela ama. Blue Jeans, lançada na mesma época, mostra um pouco melhor o timbre único de Lana.

Essas e outras músicas farão parte do aguardado álbum Born to Die, que tem lançamento previsto para o final de janeiro. Mas será que a carreira de Lana Del Rey se resume apenas a isso?

A misteriosa cantora, cujo nome verdadeiro é Elisabeth Grant, já tinha tentando entrar no mercado fonográfico antes. Em 2009, usando o nome Lizzy Grant, ela lançou um EP com apenas três músicas. O único single, Kill Kill, se destacou do pop morno das outras canções, mesmo não sendo uma grande inovação musical.


Em janeiro de 2010, a então loira lançou um álbum completo produzido por David Kahne e financiado por seu pai, o milionário Rob Grant. Com algumas músicas irritantes e outras que não iam além do pop nada profundo apresentado em seu EP, a cantora acabou sendo ignorada pela mídia.

Um ano e meio depois, surge praticamente uma nova artista: corte de cabelo diferente, fios escurecidos e lábios curiosamente maiores que antes. A transformação – felizmente – aconteceu também na música: se antes ela cantava versos vazios como “Love casinos and neon reservations / But baby, if you love me, take me to the gas station”, agora suas canções são aclamadas por alguns críticos. A metamorfose foi rápida e não deixou seqüelas: Lana foi de loirinha sem sal a musa indie com ares vintage e nostálgico. Outro detalhe ‘interessante’ é a dificuldade de se encontrar as músicas e clipes de Lizzy Grant. Chega a ficar complicado imaginar que sua reinvenção – principalmente visual – não foi mais que um ótimo golpe de marketing.

No entanto, o talento dela já estava ali, presente até mesmo nas piores músicas do seu primeiro álbum (que, por algum motivo, foi retirado do iTunes). Era uma voz boa interpretando canções fracas. Depois dos hits que seus vídeos viraram em 2011, a ansiedade pelo que vem em seu próximo álbum é grande. Serão boas canções seguindo a tendência atual ou a qualidade vai cair? Enquanto esperamos, veja o clipe de Born to Die, o primeiro não dirigido pela própria Lana:


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