domingo, 6 de novembro de 2011

Quase sem querer

Carolina Rodrigues

Musical desde pequeno
(Créditos: site oficial)
Quando decidimos que o especial de novembro seria “In Memoriam” e eu teria que falar sobre algum cantor que já “partiu dessa pra melhor” ou sobre alguma banda que se desfez, passaram mil nomes em minha cabeça. Cazuza, Elis Regina, Freddie Mercury, Amy Winehouse, Bee Gees e até Mamonas Assassinas (como eles marcaram minha infância!). É tão difícil escolher apenas um... Mas não sei como e nem por que cheguei à conclusão que iria falar de nada mais, nada menos que Renato Manfredini Júnior. Não conhece? 

Renato Russo nasceu em 1960 e marcou sua “geração coca cola” de uma maneira que ninguém mais o fez. Foram 36 anos de uma vida intensa e de pura emoção, assim como as suas músicas: elaboradas, emocionantes e incomparáveis. 

Aos 15 anos, Renato enfrentou uma doença raríssima chamada Epifiólise e ficou por dois anos sem os movimentos de suas pernas. Corajosamente, ele utilizou esse tempo todo em que esteve sentado para aprimorar sua intelectualidade: estudou muito e começou a construir o conhecimento que fez dele um grande artista. Conhecimento esse que, posteriormente, culminou em seu nome artístico: Renato (admirador do filósofo Russel) adaptou o sobrenome para Russo. Renato Russo. 

Aos 20 anos, recuperado da doença e após ingressar na faculdade de Jornalismo, Renato fez seu primeiro show com músicas próprias. A partir de então, seu talento foi sendo mostrado aos poucos para o mundo todo. 

"É preciso amar as pessoas como se
não houvesse amanhã, porque se você parar
 pra pensar, na verdade não há"
 (Créditos: Divulgação)
No início da década de 80, surgiu a banda Legião Urbana. Já em 1984, o grupo gravou seu primeiro álbum com sucessos que nunca mais foram esquecidos: Será, Geração Coca-Cola, Por Enquanto, dentre outros. Seguiram-se então muitas e muitas composições do grande Renato, mostradas em 12 álbuns. 

Em 1994, Renato decola em sua carreira solo e dá vida a mais 10 álbuns. Seu primeiro disco desvinculado da banda foi composto por músicas em inglês. Os outros nove (em português) obtiveram grande sucesso, mesmo após sua morte, em 1996. 

Os anos seguintes foram marcados por outros álbuns que reuniam algumas composições de Renato não publicadas em vida. A repercussão das músicas, se não igual, foi maior do que nos anos anteriores. 

Tantas músicas... boas músicas... Não tem como não citar Pais e Filhos, Giz, Índios, Será, Tempo Perdido, e, dentre outras, Faroeste Caboclo: uma das que mais chama atenção devido aos seus 10 minutos de duração, estes meio cantados, meio falados por Renato - que impressionantemente não perde o fôlego por um segundo sequer.



E, dessa maneira, o cantor e compositor, considerado o melhor do rock do século passado (e não só por mim!!), eternizou-se. Suas músicas atemporais falam desde amor, pais e filhos, vampiros, índios e caboclos até um tal de Eduardo e uma tal de Mônica. Sua voz, quase sem querer, sempre deixou no ar questões como “Será só imaginação?”, “Que país é esse?”, “Por que que o céu é azul?”, as quais resultaram em um legado de melodias, rimas, críticas, tons e acordes incomparáveis.

Música Quase Sem Querer

2 comentários:

  1. Faltou falar do aborto elétrico, de 79 a 81 (talvez 82, não me lembro). Mas o post ficou muito bom! Saudades Renato Russo.

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  2. de 78 a 81! haha tem muito mais coisa pra falar de Renato Russo, né? deixou saudade mesmo...

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