quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Foto a foto

Amanda Lima

Uma técnica 'simples' como o stop motion (aquela que permite a criação de animações a partir de fotogramas em sequência), em mãos de mentes criativas, pode ter resultados sensacionais. O cineasta Tim Burton já fez grande uso dessa ferramenta nos filmes O Estranho Mundo de Jack (1993) e A Noiva Cadáver (2005). Criado para fazer objetos moverem-se sozinhos, o stop motion sempre foi muito explorado em longa-metragens. Mas a razão deste post é mostrar como essa técnica é utilizada também em videoclipes.

Ainda no espírito do post anterior, sobre versões de músicas brasileiras feitas por artistas estrangeiros, selecionei cinco clipes em stop motion. Depois de assistir a todos, a conclusão a que se chega é que apenas uma câmera fotográfica, algum domínio sobre a técnica e uma boa ideia podem dar origem a algo genial. É claro que, se grandes produções são realizadas, o resultado é realmente impressionante.

O primeiro clipe pertence à música Her Morning Elegance, do músico e compositor israelense, Oren Lavie. Não consigo imaginar quanto tempo foi gasto para a conclusão do vídeo, que tem menos de quatro minutos.


Outro clipe muito bem produzido – e macabro –, deu destaque significante à banda francesa Monogrenade, que lançou seu primeiro EP em 2009. A música se chama Ce Soir. Nele, objetos se movem e pessoas flutuam, sempre em tons obscuros. Assista e tire suas próprias conclusões:


Giz branco e lousas foram suficientes para fazer o clipe de Autumn Story, da banda australiana Firekites. O vídeo foi produzido por Yanni Kronenberg e Lucinda Schreiber e, em 2009, foi indicado ao J Award, prêmio criado por uma rádio da Austrália, que tem como jurados membros da indústria musical.

Claramente com muito menos recursos do que os vídeos anteriores, este une à técnica do stop motion uma sequência quase infinita de desenhos transpostos em vários quadros. Vale muito a pena ver, tanto pelo visual como pelo som.


O penúltimo clipe foi criado e dirigido por Andy Cahill e é o vencedor do concurso do Guilt By Association. Trata-se de um álbum que reuniu artistas do cenário indie para fazerem covers de músicas que se caracterizassem como seus 'prazeres ocultos'. O de Devendra Banhart é a música Don't Look Back In Anger, do Oasis.


E o último é da banda norte-americana OK Go. Você deve conhecê-los pelo clipe de Here It Goes Again (aquele das esteiras). Em Last Leaf, quinze fotos de torradas por segundo constroem o vídeo. A produção é de Shirley Moyers, com direção da própria banda. Os desenhos foram feitos pelo artista canadense Geoff McFetridge.


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