quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Distorções, pedais duplos e ousadia: os melhores covers do metal

Marina Rosanese

Esses dias eu estava refletindo e percebi que as bandas de metal têm uma tendência em selecionar músicas de outros estilos e fazer covers com novos arranjos. Cheios de pedais duplos, muitos agudos, gritos e distorções. Eu, particularmente, acredito que tudo fica melhor com um pouco de metal, então fiz uma seleção das melhores versões feitas por bandas de heavy ou power metal.

O primeiro cover que eu destaco é a versão do clássico do Scorpions, Still Loving You, feita pela banda finlandesa de power metal, Sonata Arctica. A música, que é um dos maiores sucessos (se não o maior) da banda alemã, já era muito, muito boa. No entanto eu confesso que sempre a achei um pouco repetitiva e devagar. Isso mudou quando eu ouvi a versão do Sonata. Me apaixonei por Still Loving You. O começo da primeira estrofe é praticamente igual ao da original. A diferença que mais se destaca é a dos vocais. Ao fim da primeira estrofe, a surpresa. Tonny Kakko, do Sonata, dá uma gargalhada inesperada e surge aquela bateria que apenas o metal sabe oferecer. E, claro, os teclados e a guitarra distorcida. Ouça abaixo.



O segundo cover, o qual seria um crime não citar, é o clássico do Metallica, Whiskey In The Jar. Nem todo mundo sabe que essa música não é do Metallica. Trata-se de uma tradicional canção irlandesa que foi popularizada na década de 1960 após ter sido gravada pela banda folk irlandesa The Dubliners. Mas a verdade é que a versão do Metallica é incrível. Os riffs de Kirk Hammet, o vocal rouco do James Hetfield e a bateria de Lars certamente trasformaram uma música folk em um rock com uma pegada sensual. E ainda ganhou um clipe que esbanja sensualidade.



A terceira versão que eu destaco é de uma música pop dos anos 80 que eu gosto muito. Trata-se de Lay All Your Love On Me, do ABBA. No entanto, quem fez a versão foi a banda Avantasia. Liderada pelo vocalista e principal compositor da banda, Tobias Sammet, o projeto musical que mistura heavy metal, ópera, e música clássica transformou uma música romântica, que continha vocais incríveis, em um metal com riffs sensuais e mais vocais incríveis. Além disso, a letra sobre amor em uma música com pedais duplos e agudos estridentes dá um tom um pouco cômico para a canção. Vale a pena ouvi-la.



O quarto cover que eu preciso citar é o que o Blind Guardian, banda alemã de power metal formada na década de 1980, fez da música famosíssima Dream a Little Dream Of Me, gravada por Ozzy Nelson em 1931 e regravada por nomes como Doris Day, Ella Fitzgerald e The Mamas & The Papas. Mas como o título do post indica, vou me restringir às versões do metal. Portanto, ouça a do Blind.



A última versão que cito é, provavelmente, uma das mais criticadas do metal. Trata-se da versão que o Angra fez (na época do André Mattos) da música Wuthering Heights, da cantora Kate Bush. Confesso que já ouvi muitas críticas de mães ao ouvirem o cover na voz do André por amarem a música na voz da Kate. Também conheço algumas que afirmaram que as vozes eram bem parecidas. O fato é que o vocal do André possibilita que ele cante uma música tão aguda, e por isso ele merece reconhecimento. Ouça as duas versões.

A original:



E a do Angra:



@marinarosanese

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