domingo, 9 de outubro de 2011

A viagem experimental de Kasabian

Amanda Lima

Uma mistura na medida exata de indie, eletro-rock, sons inusitados, folk, distorções e diferentes sensações a cada faixa. É assim que se pode definir a banda inglesa Kasabian, que surgiu há 12 anos em Leicestershire, Inglaterra.

Formada por Tom Meighan (vocal), Sergio Pizzorno (guitarra, teclado e vocal), Jay Mehler (guitarra), Chris Edwards (baixo) e Ian Matthews (bateria), o grupo lançou seu quarto disco de estúdio, Velociraptor!, no dia 16 de setembro e teve boa aclamação da crítica.

O nome faz menção a Linda Kasabian, norte-americana que testemunhou contra o grupo de assassinos liderado por Charles Manson, que cumpre pena até hoje. Os criminosos foram responsáveis pelas mortes da atriz Sharon Tate, do cineasta Ramon Polanski e de outras quatro vítimas. O caso, conhecido como Tate-LaBianca, é um dos mais bárbaros da história criminal dos Estados Unidos.

Linda Kasabian integrou o grupo de amigos e admiradores de Charles conhecido como Família Manson e foi testemunha ocular de todos os assassinatos. Durante a investigação, Linda tornou-se prova do Estado e participou, com imunidade total, do julgamento de todos os culpados.

A estética de Kasabian

Basta ver a arte das capas dos discos para sentir atração pela banda, antes mesmo de conhecer o som.

Kasabian (2004)
Empire (2006)

West Ryder Pauper Lunatic Asylum
(2009)
Velociraptor! (2011)

O design das capas já prova que o Kasabian é diferente da safra de bandas indie que populam o cenário musical das últimas décadas. Para se ter um exemplo, o primeiro disco, Kasabian (2004), foi lançado em várias cores diferentes. No Reino Unido, a capa é preta e branca, como na foto. A versão importada é vermelha e preta e a norte-americana, preta e azul.

E não são só os desenhos criativos que chamam a atenção. Os integrantes aparecem sempre em grande estilo. Jaquetas, cachecóis, botas e óculos escuros contribuem para a boa aparência do grupo.

O segundo álbum, Empire (2006), colocou o Kasabian no topo das paradas britânicas e foi gravado pouco tempo depois que o grupo saiu em turnê com o Oasis. Talvez daí venham as semelhanças entre os dois.

West Ryder Pauper Lunatic Asylum (2009), terceiro disco da banda, é inspirado em uma instituição inglesa para doentes mentais conhecida por fornecer tratamento aos pobres. Além da explicação dada sobre o nome do grupo, esse é mais um exemplo de como os integrantes são excêntricos. Ouça Underdog, primeira faixa do álbum:


Para o trabalho mais recente, Velociraptor!, a surpresa ficou por conta de um mini-documentário lançado no site oficial, que traz pequenos vídeos sobre cada uma das faixas do CD. Veja o oitavo episódio, com detalhes da gravação de Rewired:

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