terça-feira, 4 de outubro de 2011

Uma minicrítica de um megafestival

Julia Germano Travieso

Foto: flickr.com/rockinrio
Não sou nenhuma crítica profissional, mas estou aqui para falar para vocês sobre maior evento ocorrido nessa última semana, o Rock in Rio.

O Especial do mês passado era sobre esse festival, quatro de nós falamos sobre as edições anteriores, os shows mais marcantes e rolou até uma entrevista com o próprio Rock in Rio, mas hoje vou falar da versão desse ano.

Se eu for ficar aqui discorrendo sobre todas as bandas que tocaram em todos os dias não acabarei mais de escrever e vocês ficarão cansados então, dentre as várias bandas excelentes e outras nem tanto, escolhi – com muita dificuldade – algumas para tratar aqui.




  Primeiro dia (23/09): 

Katy Perry chama um homem da plateia ao palco
em I Kissed a Girl.
Foto: flickr.com/rockinrio
Começo com o terceiro show do Palco Mundo, o da Katy Perry. Sendo uma performista declarada, ela abraçou seu status de estrela do Pop e fez uma apresentação excelente: mesmo com uma voz fraquinha, ela aproveita a iluminação, as roupas e as coreografias para compor uma peça de teatro em pleno palco. Katy interage com o público (até chamou o rapaz de Sorocaba para uma participação especial), esbanja simpatia e anima muito a plateia.

Logo em seguida, entra o veterano Elton John que, preso entre as rainhas do pop teen, Katy Perry e Rihanna, parece deslocado. Ao tocar suas baladas clássicas o público fica ansioso e as vaias fazem com que ele saia antes do término do setlist planejado. Um de seus clássicos, Your Song, acabou ficando de fora.

O show principal da noite fica a cargo de Rihanna, que entra no palco com uma hora e quarenta minutos de atraso. Apesar de ter uma voz boa, a cantora não soube explorar os recursos de palco tão bem quanto Katy, quase não interagiu com o público, e eu fiquei com a impressão de que ela só estivesse ali por obrigação. E nem mesmo uma plateia que vaiou o Elton John merece isso.

   Segundo dia (24/09):

Pulando as duas primeiras apresentações do Mundo passo direto para Snow Patrol, que fez um show calminho, esfriou o público e tocou poucos dos hits esperados, mas eu gosto desse estilo e não acho que fosse necessária qualquer mudança. Sem contar que a participação da Mariana Aydar foi memorável.

A menina que já tinha aparecido no Sunset (em parceria com Móveis Coloniais de Acaju) volta no Mundo para cantar Set Fire to the Third Bar com o Snow Patrol. E, mesmo sendo uma cantora pouco conhecida para o público geral, ela entrou sem medo, cantou sem desafinar e foi simpática com a platéia, enfim, uma artista de primeira linha.

Flea era o mais animado entre os integrantes da banda.
Foto: flickr.com/rockinrio
Para fechar o dia, entraram os veteranos do Red Hot Chilli Peppers que, sentindo-se a vontade no palco conduziram uma apresentação animada e cheia de músicas conhecidas. O baixista Flea era o mais empolgado de todos, fazendo muita brincadeira e mergulhando de cabeça em seus solos. Quando voltaram para o bis todos os integrantes apareceram com uma camisa onde estava estampado o rosto de Rafael Mascarenhas, fazendo uma homenagem ao filho da atriz Ciça Guimarães, um grande fã que morreu atropelado em julho de 2010.


  Terceiro dia (25/09):

Metallica toca para um público animado e receptivo.
Foto: flickr.com/rockinrio
Esse dia foi mais dedicado ao Metal, que não é meu estilo favorito de música, mas falarei um pouco assim mesmo. O Palco Sunset trouxe gente como Angra (com participação especial da cantora Tarja Turgen) e Sepultura. Já o Mundo contou com uma apresentação marcante do Slipknot. Além de uma harmonia muito bem executada, a banda soube explorar de maneira eficiente a tecnologia e a infraestrutura do festival. Pudemos observar isso no momento em que a bateria ficou na vertical e começou a rodar. Depois deles veio o Metallica, para fechar a noite com um show muito bom por dois motivos principais: além de ter um repertório bem elaborado, a banda teve uma resposta muito positiva do público, fazendo um show animado que teve mais de duas horas de duração.

   Quarto dia (29/09):

Dentre todos os dias do festival, esse é o meu favorito. A abertura do dia no Palco Sunset ficou por conta de Marcelo Jeneci e Curumim. Apesar de o público ter sido o menor registrado até então, o show foi simples e bem executado. O próximo destaque que eu quero dar ao Sunset é o show da Joss Stone.

Joss Stone solta a voz e se entrega às emoções.
Foto: flickr.com/rockinrio
Tenho essa cantora britânica como ídolo desde os 15 anos, e nesses últimos cinco anos minha admiração por ela só cresceu. Desde o começo de sua carreira ela só tem amadurecido e a gente pôde ver isso de pertinho nessa quinta-feira. Tocando para quase 80 mil pessoas, ela se entregou às emoções e tocou os hits que a plateia esperava, mudando o setlist inicial para se adaptar aos pedidos do fãs. Além de tudo isso, após o show ela deu várias entrevistas em que declarava seu amor pelo público brasileiro.

Janelle Monáe chega a deitar-se
no chão durante apresentação
dançante.
Foto: flickr.com/rockinrio 
Passando agora para o Palco Mundo, vou falar da Janelle Monáe, a aposta mais ousada do Rock in Rio. Com uma apresentação dançante, cheia de coreografias e iluminações especiais, ela chegou a correr pelos corredores da pista de cavalinho em um dos dançarinos. Montando um show como esses, não foi à toa que surpreendeu a todos.

Stevie Wonder emociona seu
público mais uma vez.
Foto: flickr.com/rockinrio

Indo direto para Stevie Wonder, não sei se tenho o que falar. Com uma história de superação e talento, ele sempre emocionou muito seu público, onde quer que fosse, e esse show não foi diferente. Cantando vários de seus clássicos e até trechos de Garota de Ipanema e Você Abusou, ele conquistou sua plateia mais uma vez. Houve também a participação super especial de Janelle, na música Superstition.



Sábado (01/09):

Foto: flickr.com/rockinrio
Pulando a sexta-feira que eu infelizmente não pude ver, venho direto ao sábado para falar de Maroon 5 e Coldplay. Sempre tive músicas dessas bandas na cabeça e no computador, mas nunca tinha parado para prestar muita atenção a elas. No sábado isso mudou, tocando os hits que todos conheciam e animando muito o público ambos os shows me conquistaram.. Uma observação especial para a homenagem a Amy Winehouse: Coldplay tocou um trecho de Rehab, antes de começar Fix You, no bis.

   


Domingo (02/09):

Foto: flickr.com/rockinrio
Os dois últimos shows do Rock in Rio ficaram nas mãos de System of a Down e Guns 'n Roses. Como uma pessoa que não curte muito o metal pesado característico do SOAD (apelido carinhoso para a banda System of a Down) e alguém que esperava ansiosamente pela apresentação do Guns, eu devo dizer que fui surpreendida, tanto positiva como negativamente.

Enquanto Serj e seus companheiros de banda souberam levar o público ao delírio durante toda a sua performance, Axl Rose falhou. Guns 'n Roses foi o único que comecei a ver e não consegui terminar, a falta de vontade do cantor parecia transpor as barreiras da tela da TV e chegar até mim. Fui consumida pelo sono, sentindo-me obrigada a ir dormir quarenta minutos antes do término do show.

3 comentários:

  1. Adorei *-* o show do Cold Play foi o melhor, sem dúvida

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  2. Concordo que no dia deles eles foram os melhores, mas teve tanta gente tão boa que acho difícil eleger.

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  3. Cold play de fato foi MUITO FODA....mas na boa, é que o estilo pesado deles n consegue conquistar todo tipo de fã, mas a melhor apresentação foi, sem dúvidas, a do Slipknot...eu, como fã das duas bandas, acho que Corey Taylor foi O CARA do Rock in Rio.....já tinha sido muito bom no show do Stone Sour e acabou de se provar um mito com o som mais heavy metal...

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