quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Pink Floyd sabia...

...da sua vida e da minha!

Carolina Rodrigues

A droga é a música. A viagem é a mente. A crítica é a letra. Longo é o solo. Complexa é a melodia. Diferente é o barulho ao fundo. Realidade é a fantasia. Fantasia é a realidade?


A década é 60. A banda é Pink. O profeta é Floyd. E a história é atemporal:

Pessoas: Us and them, “homens comuns”. 

Problema: Time, “sempre um dia mais perto da morte”. 

Solução: Money, ”arrume um bom emprego, com um salário melhor, você fica bem”. 

Consequência: Brain damage, “há alguém na minha cabeça, mas não sou eu”. 

E no final, o desejo: Wish you were here, “como eu queria...”. 

A história é deles. A história é minha. A história é sua. Vai dizer que não se sente esse personagem? É só sentir a viagem... 

Money é “a fuga”. Time é a corrida. Tic-tac é você atrás do sol, lentamente.
 Mas atrás de você é o sol nascendo novamente. 

Money é “o crime”. Batalha é com as palavras. Dia-a-dia-a-dia-a-dia-a-dia é dez anos
ficando para trás. A vida é desesperada. E você é a “mente ocupada”. 

Money é “a volta”. O saxofone é horas; será que você tem time de escutá-lo? 
A hora é ano.O jornaleiro é quem traz. “Acho que preciso de um jatinho” e nada mais. 

Money é “a raiz do mal”. O sol é o mesmo. Mas o velho é você. O dia é movimentado. 
Nada são os planos. Deus é que sabe. Curto são os anos. 

Money é “o combustível”. Evitar é que não dá. Os doidos estão no caminho. 
A porta é que tranca. A chave é que some. Somos apenas “duas almas perdidas”. Já não se sabe mais as medidas. 

Money é “o golpe”. O aumento não é dado. Time? É “meia página de linhas rabiscadas”. E você, “acha que consegue distinguir o céu do inferno?”. O problema é interno. 

Money é tudo mas não é nada. Você acha que vai arrumar um “bom emprego” e ficar “bem”, mas isso é furada. 

Money é isso. Você é mais um “homem comum”, achando que é todos, 
e é simplesmente mais um. 

Money é aquilo. De que adianta se não é você em sua cabeça?
Lembre-se, você está “mais perto da morte”, não se esqueça! 

Money é bla bla bla. Você vai dizer “como eu queria…” e quando se der conta vai perceber:
 “o tempo se foi, a música terminou, pensei que eu tivesse algo mais a dizer”.

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