domingo, 11 de setembro de 2011

O 11 de setembro expresso em música

O décimo aniversário do atentado lembra a importância da música de protesto

Carolina Rodrigues

É impressionante perceber como a música está envolvida com todo e qualquer assunto. Pois é, não seria diferente com o atentado do dia 11 de setembro, não é mesmo? No décimo aniversário da tragédia, nada melhor do que mostrar o papel da música em mudar essa realidade de guerra, morte e sofrimento.

A Música de Protesto é um estilo diferente de produção musical que visa lembrar, comentar, criticar, ou até mesmo ser solidária com algum triste acontecimento, algum governo repressor ou alguma realidade injusta. Elas estiveram presente, sim, nesses dez anos pós-atentado de 2001, mas surgiram bem antes.

A música com conteúdo ideológico ganhou força a partir da década de 1960, com Beatles (Revolution) ou Rolling Stones (We Love You). No Brasil, sobre os olhos da ditadura, artistas como Chico Buarque e Gilberto Gil deixaram sua marca: Pai, afasta de mim esse cálice é um trecho da música Cálice, que poderia ser melhor representado como Cale-se, ou seja, uma analogia de que a ditadura literalmente mandava o povo brasileiro calar a boca.

Durante a década de 70, o punk rock e o reggae ganharam força e ficaram famosos pelas suas músicas com mensagens de protesto e conscientização – destaque para o grupo The Ramones. A partir da década de 80, esse estilo musical ganhou espaço nas produções por todo o mundo, invadindo desde o pop até o rap.

Não há como não citar a música Sunday bloody sunday, do U2, que se tornou famosa, sim, pela incrível voz do cantor Bono, mas também pela letra humanitária, envolvendo o tema da intolerância religiosa.

O fato é que, desde o dia 11 de setembro de 2001, a música de protesto ganhou um tema central: o ataque terrorista às Torres Gêmeas e ao Pentágono dos EUA. Foi por esse choque que as pessoas começaram a questionar todo o envolvimento dos EUA com guerras. O grupo Yellowcard compôs a música Words, Hands, Hearts que fala justamente disso: E as palavras de ninguém eram fortes o bastante para consertar o que aconteceu aqui/ O mundo inteiro está diferente, homens morreram/ Então o que devemos fazer agora?.

Medo, insegurança, dor, indignação. Esses sentimentos estiveram presentes dentro de cada ser humano desde o tão temido 11 de setembro. É o que mostra a música American Idiot, da banda Green Day: Bem-vindo a um novo tipo de tensão, por toda a “alien-nação”.

A cantora Pink questiona a atitude do Presidente dos EUA, Bush: enquanto as Torres Gêmeas caiam, ele estava em uma escola, ouvindo historinhas de criança. Confiram a música Dear Mr. Presidente:


Um comentário:

  1. Hands held high do linkin park é um ótimo exemplo de música de protesto também...não tem o 11 de setembro como tema principal específico, mas é um baita tapa na cara da sociedade....

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