sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Incubus lança seu aguardado sexto álbum

Produzido por Brendan O’Brien, ‘If Not Now, When?’ mostra um lado mais tranqüilo da banda americana.

Vanessa Souza

Depois de cinco anos sem lançar um álbum de inéditas, o Incubus voltou em julho com If Not Now, When? dividindo as opiniões dos fãs e dos críticos. No entanto, com os singles Adolescents e Promises, Promises, lançados alguns meses antes do disco, já ficava claro o rumo que a banda tomaria.

If Not Now, When? é um álbum calmo que, segundo o vocalista Brandon Boyd, fala sobre amor. Canções como a que dá nome ao disco e Friends And Lovers deixam isso bem claro. A longa In the Company of Wolves mostra o pouco de experimentalismo que há nesse álbum, com a música sofrendo uma virada radical aos três minutos e meio. Switchblade é a canção que evidencia o Incubus que todos já conheciam, com uma batida forte e mais rock que o resto do álbum. Já Thieves vem com uma temática político-social, engajada como o single de 2004 Megalomaniac. Outro destaque do álbum é Isadore, um pop envolvente.

Mesmo parecendo que a banda mudou bastante seu estilo, várias canções de álbuns anteriores mostram que o lado suave do Incubus sempre esteve lá: basta ouvir Dig e Love Hurts do Lights Grenade, Talk Shows On Mute do A Crow Left of the Murder e até mesmo Are You In?, do Morning View.

Enquanto alguns fãs acreditam que a banda amadureceu e outros reclamam pela falta de peso nas músicas, o Incubus lançou um álbum diferente de tudo que eles já tinham feito em seus 20 anos de carreira. Quem esperava que a banda fosse voltar aos anos de S.C.I.E.N.C.E. e Make Yourself, pode estranhar o som mais leve. Mas isso não é algo ruim: If Not Now, When? é um álbum carismático e muito bem produzido. Ao fim da faixa Tomorrow’s Food, você vai querer ouvi-lo todo de novo.



@vanessazsouza

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