quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A era da diversidade

Punk, rock, blues, soul, rap, música erudita, clássica ou eletrônica? É aqui mesmo...

Carolina Rodrigues


A revista BRAVO! lançou um especial que contém os dez melhores discos estrangeiros fundamentais do século XXI. Mas será que isso é possível? Selecionar dez discos de uma infinidade? Digamos que esses primeiros anos do século XXI foram bombardeados de novas e grandes produções; novos artistas, novas ideias, novas tendências. Pois é. Mas a seleção mostra que a tendência é, justamente, a diversidade.

Para manter um suspense, comecemos de trás pra frente. Lá vai.

O décimo lugar foi para a banda norte-americana Flaming Lips. Em 2002, os garotos de Oklahoma inovaram com o disco Yoshimi Battles the Pink Robots, ao manter seus padrões de rock alternativo, mas também ao trazer a sensação de um maior envolvimento com o público.

O nono ficou com a norte-americana Peaches. Em 2003, seguiu o seu histórico de músicas com temáticas sexuais ao lançar o álbum Fatherfucker, o qual contou com a participação do músico e ator Iggy Pop.

O oitavo reflete justamente todo o talento da recém-falecida Amy Winehouse. Em 2006, lançou o seu mais famoso álbum Back to Black que, creio eu, dispensa comentários.

O sétimo foi para os nova-iorquinos Yeah Yeah Yeahs. Em 2006, surpreenderam o público com o álbum Show Your Bones e com a bela capacidade indie-rock de fazerem um barulho bem charmoso.

O sexto é seu, Regina Spektor! Em 2005, a pianista e cantora russa registrou um álbum que contém clara influência tanto do rock/punk como da música clássica/erudita: o Soviet Kitsch.

O quinto ficou com Amadou e Mariam. Em 2005, a dupla africana encantou o mundo com sua história de vida – os dois são cegos – e com o álbum Dimanche à Bamako. Impressionante.

O quarto foi para o norte-americano Brad Mehldau. Em 2004, o pianista utilizou do bom jazz e do bom rock para constituir um disco fascinante com dez faixas, o Anything Goes.

O terceiro não é só feito de beleza. Cat Power, além de bonitinha, mostrou seu talento com The Greatest, em 2006, ao apresentar todo seu potencial de cantora influenciada pela música soul/blues.

O segundo é do grupo LCD Soundsystem. Em 2007, o álbum com um mix de punk/rock e música eletrônica, aparentemente sem uma nítida combinação sonora, apareceu: Sound of Silver. Profundamente, é uma combinação e tanto.

O primeiro... thã nã nã nã... vai para... M.I.A. É, a inglesa veio pra ficar. Com suas rimas e seus ritmos, ela envolve rap, punk e rock com tendências indianas e africanas. Isso existe? E como existe! A prova é seu grande disco, Kala, uma explícita homenagem à sua mãe.




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